Parque Vida Cerrado: 20 anos de história com a Galvani

Há duas décadas, um pedaço do Cerrado baiano ganhou um propósito diferente. Em vez de dar lugar apenas à expansão agrícola, uma área de vegetação nativa passou a proteger espécies ameaçadas, formar educadores ambientais e provar, na prática, que produção e preservação podem caminhar juntas. Neste mês de setembro, o Parque Vida Cerrado completa 20 anos. Por isso, esse é um bom momento para entender como o projeto nasceu e, também, por que ele importa tanto para o bioma quanto para as comunidades do Matopiba.

Afinal, a história do Parque Vida Cerrado está diretamente ligada à trajetória da Galvani. O grupo empresarial, aliás, atravessa mais de 90 anos de existência no Brasil. Além disso, quem quiser conhecer melhor esse histórico pode visitar esta página institucional da Galvani Engenharia, que reúne os principais marcos da companhia.

Como nasceu o Parque Vida Cerrado

O Parque Vida Cerrado é uma entidade sem fins lucrativos, fundada pela Galvani Fertilizantes e mantida pelo Instituto Lina Galvani e por parceiros apoiadores. Além disso, a instituição está localizada no município de Barreiras, no oeste da Bahia, próxima a Luís Eduardo Magalhães e à divisa com o Tocantins. Desde o início das atividades, portanto, o parque acumula conhecimento sobre a região. Todo esse conhecimento, aliás, vem das ações voltadas à conservação da biodiversidade do Cerrado. 

A área ocupada pelo parque soma 20 hectares e sua atuação se organiza em três frentes interligadas: fauna, flora e comunidade. Ou seja, não é um zoológico convencional, tampouco um viveiro isolado. Na verdade, é um ecossistema de trabalho onde ciência, educação e restauração ambiental se cruzam o tempo todo. 

O papel da Galvani na fundação do projeto

Desde sua criação, a Galvani se comprometeu com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental. Esse compromisso, por sua vez, se materializou na fundação do parque, nascido do desejo de criar um espaço dedicado à conservação da biodiversidade do Cerrado e à promoção da educação ambiental. 

Vinte anos de resultados concretos na conservação do Cerrado

Primeiramente, os números ajudam a traduzir o impacto de duas décadas de trabalho contínuo. Até 2021, o Parque Vida Cerrado já recebeu cerca de 30 mil visitantes em visitas guiadas. Além disso, a instituição distribuiu gratuitamente milhares de mudas para reflorestamento urbano e rural, formou 260 professores em oficinas de educação ambiental e artes, e capacitou 80 coletores de sementes em assentamentos rurais. 

No campo da conservação animal, por sua vez, os avanços também são expressivos. O parque mantém um criadouro científico que abriga espécies como o lobo-guará, o bugio-preto, o tamanduá-bandeira e o cervo-do-pantanal. Todas elas, aliás, estão integradas a programas nacionais e internacionais de reprodução e conservação, os chamados studbooks. Ou seja, os dados gerados em Barreiras alimentam esforços globais de preservação dessas espécies. Muitas delas, aliás, estão ameaçadas de extinção. 

Restauração em escala no oeste baiano

Além disso, um dos marcos mais recentes da instituição foi a criação de uma estrutura dedicada à recuperação de áreas degradadas. Em 2021 o parque inaugurou o Centro de Excelência em Restauração do Cerrado. Esse centro, por sua vez, reúne uma equipe multidisciplinar de agronomia, veterinária e biologia, que utiliza tecnologias adaptadas à região para oferecer assistência técnica com menor custo. Entre as técnicas empregadas, por exemplo, está a chamada muvuca de sementes. Esse método reproduz o desenho natural da vegetação nativa e, dessa forma, fortalece redes locais de coletores de sementes. 

Assim, o resultado desse trabalho já pode ser medido em área recuperada. Conforme divulgado em uma notícia sobre a parceria firmada com a ADM, nos últimos anos a instituição contabilizou mais de 1,3 milhão de metros quadrados restaurados em áreas agrícolas do oeste baiano. Esse número, portanto, dá escala ao discurso de sustentabilidade que muitas empresas do agronegócio adotam. Poucas, no entanto, conseguem comprovar esse discurso com dados. 

Parcerias que sustentam o Parque Vida Cerrado

Apesar de ter sido idealizado pela Galvani, o Parque Vida Cerrado não caminha sozinho. A Galvani Fertilizantes, idealizadora do projeto, e a BrasiTrans são patrocinadoras da instituição há quase duas décadas. Além delas, o parque conta ainda com parceiros como Mauricéa, Hotel Solar Rio de Pedras, Oilema, Irmãos Gatto Agro, ADM, Cargill e World Business Council for Sustainable Development . Essa rede de apoio, assim, permite à instituição ampliar sua atuação. Também é ela, portanto, que possibilita buscar novas frentes de trabalho alinhadas à agenda ambiental, social e de governança.

Vale destacar, ainda, que a gestão do parque busca reconhecimento formal por suas práticas. Em 2025 a instituição recebeu o selo “OSC Engajada em ESG/GRC”, concedido pela Engaja Brasil, em reconhecimento ao seu comprometimento com governança, transparência e fortalecimento institucional. 

A Galvani por trás da iniciativa

Para compreender, portanto, por que a Galvani decidiu investir em um centro de conservação ainda nos anos 2000, é preciso olhar para a própria trajetória do grupo. A empresa começou como fábrica de cerveja e passou por transportadora, empresa de engenharia, comércio de sal e armazéns gerais. Depois, se consolidou como fabricante de fertilizantes e mineradora. Nesse percurso, além disso, ela também foi pioneira na abertura da fronteira agrícola hoje conhecida como Matopiba, instalando-se no oeste da Bahia quando praticamente não havia infraestrutura na região. 

Assim, essa mesma lógica de pioneirismo territorial explica o vínculo entre a Galvani e o Parque Vida Cerrado. Você pode explorar mais detalhes sobre isso, aliás, nesta página sobre a história da empresa. Hoje, o grupo comemora mais de 90 anos de história, figurando entre as empresas mais longevas do país e uma das mais tradicionais do setor. É dentro desse contexto de solidez e permanência, portanto, que o projeto de conservação se consolidou como um dos capítulos mais simbólicos da atuação socioambiental da Galvani. 

Por que o Parque Vida Cerrado importa agora

Antes de tudo, comemorar 20 anos de um projeto de conservação não é apenas uma efeméride corporativa. Na verdade, é a comprovação de que investimento contínuo, ciência aplicada e boas parcerias conseguem gerar impacto em um bioma tão ameaçado quanto o Cerrado. Cada muda distribuída, cada professor capacitado e cada lobo-guará reproduzido em cativeiro, portanto, representa uma peça de um esforço maior. Esse esforço, aliás, busca o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Quer conhecer mais sobre os projetos socioambientais ligados à Galvani? Então continue explorando nosso espaço de conteúdo e descubra como a engenharia e a mineração do grupo se conectam a iniciativas como o Parque Vida Cerrado.