Quando se fala em mineração, muita gente ainda imagina cratera, poeira e caminhão indo e vindo. No entanto, é uma imagem antiga e, em boa parte, injusta. Isso porque, nas últimas décadas, a responsabilidade socioambiental deixou de ser um capítulo opcional do relatório anual e passou a definir quais empresas têm futuro no setor.
Nesse sentido, a Galvani conhece bem essa virada. Fundada nos anos 60 em São João da Boa Vista e instalada em Paulínia desde 1972, a empresa atravessou mais de cinco décadas extraindo e transformando recursos minerais no interior de SP. Se continua crescendo, é porque aprendeu cedo uma lição simples: a jazida um dia se esgota, mas a confiança construída com pessoas, clientes e comunidades precisa durar muito mais.
Por isso, neste artigo, você vai entender o que o ESG significa para uma mineradora, como a Galvani transforma esses princípios em rotina e por que iniciativas como o Instituto Galvani ocupam lugar central no legado empresarial da companhia.
ESG e responsabilidade socioambiental na mineração de hoje
A sigla ESG reúne três dimensões: ambiental, social e governança. No caso de uma mineradora, por exemplo, cada uma delas tem peso muito concreto. O ambiental envolve água, solo, vegetação e resíduos. Em seguida, o social trata da saúde e segurança de quem trabalha e da relação com quem vive no entorno. Já a governança diz respeito à transparência, à ética e à forma como as decisões são tomadas.
De fato, o próprio setor reconhece que esse é o centro do jogo. Um estudo da EY em parceria com o IBRAM colocou o ESG entre as principais preocupações das mineradoras brasileiras, ao lado da descarbonização e da licença para operar. Pouco antes, o Instituto Brasileiro de Mineração havia apresentado sua Carta Compromisso perante a Sociedade, com compromissos distribuídos em 12 áreas, que passou a ser tratada como a Agenda ESG da Mineração do Brasil.
Na prática, portanto, mineração sustentável não significa deixar de minerar. Em outras palavras, significa planejar a lavra pensando no que vem depois, reduzir impactos durante a operação e devolver à sociedade parte do valor gerado. Assim, é exatamente aí que a trajetória da Galvani ganha relevância.
Mais de cinco décadas de história no interior de SP
A trajetória do grupo começa bem antes da mineração. Em 1934, os irmãos Galvani abriram um negócio de bebidas em São João da Boa Vista. Depois vieram a transportadora, a engenharia e, em 1969, a fundação da Galvani Engenharia. Três anos mais tarde, a sede foi para Paulínia, onde a empresa adquiriu uma mineração de pedra britada que se tornaria a base da sua atuação regional. Os principais marcos estão reunidos na página Quem Somos.
Em 2008, a pedreira de Paulínia ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas de brita por ano. O número impressiona, mas diz pouco sozinho. Por outro lado, o que chama atenção é como o crescimento veio acompanhado de método: ainda nos anos 2000, a Galvani implantou um sistema de gestão integrada com apoio da Fundação Dom Cabral, definindo com clareza negócio, missão e visão.
Hoje, a empresa lidera o fornecimento de brita e massa asfáltica na Região Metropolitana de Campinas. O grupo também se diversificou, com fertilizantes fosfatados no Nordeste, um portfólio de minerais estratégicos que inclui lítio, grafita e ouro, e condomínios inteligentes. Logo, longevidade, nesse caso, não é acaso. Pelo contrário, é resultado de decisões que olharam além do próximo trimestre.
Valores que orientam a responsabilidade socioambiental
A Galvani descreve seu compromisso a partir de cinco públicos: consumidores, força de trabalho, órgãos reguladores, comunidades e acionistas. Dessa forma, para cada um deles, a promessa se traduz em reduzir impactos ambientais, prevenir riscos de saúde e segurança, crescer economicamente e fortalecer as comunidades vizinhas. Ou seja, é uma leitura de ESG que existia na empresa antes mesmo de a sigla virar moda.
Responsabilidade socioambiental e mineração sustentável na prática
Discurso sobre responsabilidade socioambiental qualquer empresa tem. Contudo, o que diferencia uma mineradora responsável é a capacidade de mostrar resultados mensuráveis, ano após ano. Na Galvani, por sua vez, esse trabalho ganhou estrutura própria com a criação da Galvani Ambiental, braço de sustentabilidade do grupo, apresentado na página de atuação ambiental.
Reflorestamento e recuperação de áreas
Em primeiro lugar, o plantio de árvores nativas é uma das frentes mais visíveis. Somando os projetos de recuperação ambiental conduzidos pelo grupo, foram quase meio milhão de mudas nativas plantadas. Somente em 2011, por exemplo, a jazida de Paulínia recebeu 17.500 mudas de 83 espécies diferentes. Além disso, a diversidade importa: uma área recuperada com muitas espécies volta a abrigar fauna, protege o solo e reconstrói o equilíbrio do ecossistema de forma muito mais consistente.

Esses plantios servem para compensar os impactos da própria atividade mineradora e também para atender clientes do setor imobiliário que precisam cumprir exigências ambientais.
Resíduos que ganham novo valor
Em segundo lugar, outra frente é a economia circular. A Galvani Ambiental atua na reciclagem de resíduos da construção e demolição, que voltam ao mercado em vez de ocupar aterros. Mais recentemente, a empresa passou a investir em soluções para os lodos gerados em estações de tratamento de água e esgoto da região de Campinas, um passivo que preocupa municípios e concessionárias.
Há ainda um detalhe que revela cuidado com a governança: a empresa mantém uma Linha Verde, canal telefônico dedicado, pelo (19) 3844-9904. Afinal, abrir um canal direto com a sociedade é uma forma simples e eficiente de prestar contas.
Instituto Galvani e a responsabilidade socioambiental com as comunidades
Se o meio ambiente é uma das pernas do ESG, as pessoas são outras. E aqui a Galvani tem uma história que poucas empresas do setor conseguem contar. Em 2003, nasceu dentro do grupo o Instituto Lina Galvani, conhecido também como Instituto Galvani, inspirado nos valores da matriarca da família, D. Lina Galvani. Já em 2004, recebeu a certificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.
O que torna o trabalho do instituto um bom exemplo de responsabilidade socioambiental é o método. Em vez de fazer pelo outro, a proposta é fazer com o outro. Para isso, a atuação se apoia em três movimentos: escuta ativa, fazer junto e articular. Com isso, o objetivo é que os moradores percebam o próprio papel no desenvolvimento local e ganhem autonomia, em vez de depender de ações pontuais.
Além do método, os números também mostram a escala desse esforço. Desde a fundação, o instituto investiu mais de R$ 17 milhões em projetos e envolveu diretamente quase 30 mil pessoas. Inclusive, um dos programas mais recentes, o Conecta Jovem, leva capacitação técnica e mentoria profissional a jovens de Irecê, na Bahia.
Parque Vida Cerrado, 20 anos de conservação
Por fim, a iniciativa ambiental mais simbólica do grupo fica longe do interior de SP, em Barreiras, no oeste da Bahia. Inaugurado em 2006, o Parque Vida Cerrado ocupa 20 hectares e reúne criadouro científico de fauna silvestre, viveiro de espécies nativas e espaço de educação ambiental.
Como mostra o artigo Parque Vida Cerrado: 20 anos de história com a Galvani, até 2021 o parque havia recebido cerca de 30 mil visitantes, formado 260 professores e capacitado 80 coletores de sementes. Além disso, contabiliza mais de 1,3 milhão de metros quadrados restaurados em áreas agrícolas. Em 2025, recebeu o selo OSC Engajada em ESG/GRC, concedido pela Engaja Brasil, em reconhecimento à sua governança e transparência.
Legado empresarial se constrói todos os dias
Existe uma diferença importante entre fazer ações de responsabilidade socioambiental e ter a responsabilidade socioambiental como parte do jeito de trabalhar. Enquanto a primeira rende boas fotos, a segunda rende décadas de operação, relações duradouras com clientes e comunidades que enxergam a empresa como parceira, e não como ameaça.
Nesse contexto, a história da Galvani aponta para o segundo caminho. O grupo, que já passa de 90 anos de existência e cresceu sem abrir mão de investir em gente e na natureza. Não por acaso, nossos clientes publicados falam de ética, pontualidade e parceria, palavras que dificilmente aparecem quando a reputação foi construída às pressas. E, como reforçamos no texto sobre capital humano, as pessoas seguem sendo o principal ativo do negócio.
Consequentemente, para o interior de SP, isso se traduz em algo bem palpável: uma mineradora que gera emprego, abastece obras de infraestrutura da região e, ao mesmo tempo, planta árvores, recicla resíduos e mantém canais abertos com a sociedade. Portanto, é esse conjunto que transforma uma empresa longeva em referência de mineração sustentável.
Conheça de perto o trabalho da Galvani
Em suma, a responsabilidade socioambiental não é um projeto com data para terminar. Na verdade, é um compromisso renovado a cada decisão, e a Galvani vem fazendo essa escolha há mais de 55 anos.
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